Lenda dos Sete Ais

miércoles 06 septiembre 2017

  A lenda dos sete ais data de 1147, ano em que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa aos Mouros.

  Conta a lenda que ao cavaleiro D. Mendo de Paiva lhe foi encomendada a conquista do castelo mouro situado na serra Xentra, actual serra de Sintra.

  Chegando ao castelo, D.Mendo encontrou uma porta secreta pela qual fugiam vários mouros, entre eles Anasir, uma jovem princesa moura e a sua aia, Zuleima.

  Ao ver-se surpreendida na sua fuga, a princesa soltou um “Ai” e quando D. Mendo decidiu que não a ia deixar sair, mantendo-a sua prisioneira, Anasir soltou outro “Ai”.

  A sua aia Zuleima, sem de lhe dar qualquer tipo de explicação, pediu-lhe que não voltasse a dizer nenhum “Ai”. No entanto, a princesa moura ao ver que se aproximava o exército cristão soltou um terceiro “Ai”.

                          

  D.Mendo decidiu esconder a princesa e a sua aia numa casa que tinha ali perto, mas a jovem princesa opôs-se. Vendo a atitude da jovem, o cavaleiro ameçou-a com separá-la da sua aia caso não seguisse as suas ordens. Anasir soltou um quarto “Ai” e resignada foi levada, com Zuleima, até à casa de D. Mendo.

  Pouco tempo depois de ali se encontrarem instalados, a princesa moura apaixonou-se por D.Mendo, sendo o seu amor correspondido e os dois começaram um romance secreto, só conhecido pela aia Zuleima.

  Um dia viram que a casa estava a ser vigiada por alguns mouros e, receando que se tratasse de Aben-Abed, antigo noivo da princesa, que regressava para a castigar pela sua traição, Anasir soltou o quinto “Ai”.

  Preocupada pelos suspiros da bela moura, Zuleima contou-lhes que a jovem tinha sido amaldiçoada por uma feiticieira e que morreria ao pronunciar o séptimo “Ai”. Ao ouvir a relevação desse segredo, e sem poder evitá-lo, Anasir solou o sexto “Ai”.

  Um dia D. Mendo teve de partir para uma batalha. Sete dias depois a princesa foi surpreendida por Aben-Abed, soltanto um séptimo “Ai”, ao mesmo tempo que o punhal do mouro a feria mortalmente.

                          

  D. Mendo regressou no momento em que Anasir pronunciava o seu último suspiro, morrendo imediatamente.

  Triste pela morte da sua amada, D. Mendo decidiu prestar-lhe uma última homenagem, dando o nome de Seteais à terra onde tinha encontrado a bela Anasir.

  Conta a lenda que, ainda hoje, num certo sítio do Jardim de Seteais, se alguém disser um “Ai”, ouve o eco que o repete seis vezes, para lembrar a maldição da princesa Anasir, a princesa dos Sete Ais.






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