Simbolismos na Bandeira da República Portuguesa

jueves 05 octubre 2017

    A Bandeira de Portugal ou Bandeira da República Portuguesa foi aprovada pela Assembleia da República a 19 de Junho de 1911 e finalmente adoptada a 30 de Junho do mesmo ano.

    A actual bandeira portuguesa é um rectângulo bicolor, dividido verticalmente, no qual a parte mais próxima do mastro é de cor verde e outra parte, ligeiramente maior, é de cor vermelha. Sobre a separação entre ambas as cores, centrado, encontra-se o Brasão de Armas, composto pela Esfera Armilar e pelo Escudo Português.

                                 

   A associação de um significado a cada uma das cores da bandeira surgiu durante o Estado Novo (1933 – 1974). A cor verde foi associada à esperança do povo português e a cor vermelha representa o sangue dos portugueses que morreram ao serviço da nação.

    O Brasão de Armas está composto pela Esfera Armilar que no centro tem o Escudo Português.

   A Esfera Armilar é um instrumento astronómico, que teve grande importância e foi muito utilizado pelos marinheiros portugueses na Era dos Descobrimentos ou das Grandes Navegações, entre os séculos XV e XVII.

   O Escudo Português tem estado presente en todas as bandeiras portuguesas, excepto na bandeira utilizada durante o reinado de D. Afonso Henriques, primeiro rei português.

   O escudo está composto por uma borda branca, dentro da qual se encontram cinco pequenos escudos azuis, cada um com cinco besantes brancos que representa as cinco chagas de Cristo ao ser cruficicado.

   Popularmente a representação das cinco chagas de Cristo está associada à lenda do milagre da Batalha de Ourique (25/07/1139), segundo a qual o Anjo Custódio apareceu frente ao futuro rei D. Afonso Henriques, anunciando a sua vitória na batalha e a criação do reino de Portugal. Diz a lenda que Afonso Henriques, para além do anjo, viu também uma aparição de Jesus na cruz.

                                 

   Os cinco besantes brancos estão igualmente associados à lenda que diz que Afonso Henriques matou cinco reis mouros das taifas, de Badajoz, Beja, Elvas, Évora e Sevilha. Em alusão aos reis mouros mortos e à aparição de Cristo na cruz, Afonso Henriques teria incorporado os cinco besantes de prata no seu escudo, dispostos en forma de cruz cristã, disposição que seria alterada posteriormente.

   Contando todos os besantes, somando os centrais duas vezes, obtém-se um total de trinta, simbolizando os 30 dinheiros que Judas recebeu por trair Jesus.

   A rodear toda a borda branca encontra-se uma faixa vermelha na qual estão representados sete castelos dourados. Tradicionalmente os sete castelos são considerados como símbolos das vitórias portuguesas sobres os mouros, mas uma outra hipótese relaciona os castelos com os laços familiares de D. Afonso III, já que tanto a sua mãe como a sua segunda mulher eram do Reino de Castela, cujos brasões consistiam num castelo dourado sobre fundo vermelho.






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